Dilma pede que delatores da Odebrecht comprovem pagamento ilícito em 2014
Dilma pede que delatores da Odebrecht comprovem pagamento ilícito em 2014
Ainda segundo o comunicado, o requerimento foi protocolado na noite desta segunda (20). Relator no TSE da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, o ministro Herman Benjamin não tem prazo para analisar a solicitação dos advogados da ex-presidente.
Os defensores de Dilma afirmaram na nota que o objetivo do pedido é “garantir o contraditório e a ampla defesa”.
“A defesa fez os pedidos depois de ter acesso – pelo prazo de 24 horas – das delações dos executivos e funcionários da Odebrecht. Os advogados argumentam que para cada alegação não foi anexado nenhum indício ou prova que possa atestar a veracidade das acusações”, diz trecho da nota.
No início do mês, ex-dirigentes da Obebrecht prestaram depoimentos ao corregedor do TSE e relator da ação que pode resultar na cassação da chapa encabeçada por Dilma. Herman Benjamin ouviu, entre outros, o ex-presidente da construtora Marcelo Odebrecht.
Preso há um ano e oito meses em Curitiba, o empresário foi chamado para depor depois que o Supremo Tribunal Federal homologou as delações premiadas dele e de outros 76 executivos e dirigentes da empreiteira.
No depoimento ao TSE, Marcelo Odebrecht foi questionado sobre assuntos que tratou na delação premiada, ainda sob sigilo. Por esse motivo, o conteúdo do depoimento só deve ser revelado quando o STF tornar públicas as delações.
Chapa Dilma-Temer
As ações contra a chapa Dilma-Temer foram movidas pelo PSDB, por suspeita de abuso de poder econômico e político.
Entre os pontos investigados, estão a suspeita de gastos de campanha acima do informado, doações por meio de propina vindas de empreiteiras contratadas pela Petrobras e o pagamento indevido a gráficas contratadas pela campanha encabeçada pelo PT e pelo PMDB.
Um laudo feito por peritos do TSE concluiu que as gráficas não comprovaram a execução dos serviços pagos pela campanha.
Nota
Veja a íntegra da nota divulgada nesta terça pela defesa de Dilma:
NOTA À IMPRENSA
Defesa de Dilma quer provas de executivos da Odebrecht
Advogados lembram que delação não se sustenta sem documentos que corroborem as acusações
Os advogados da ex-presidenta Dilma Rousseff apresentaram na noite de segunda-feira, 20, novos requerimentos ao Tribunal Superior Eleitoral. A defesa pediu ao ministro Herman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, que determine aos executivos da Odebrecht a inclusão nos autos de documentos que comprovem as alegações de pagamento de recursos de origem ilícita para a campanha da reeleição de Dilma em 2014.
Segundo a defesa, a medida tem como objetivo garantir o contraditório e a ampla defesa, condições essenciais para o respeito ao devido processo legal. A defesa fez os pedidos depois de ter acesso – pelo prazo de 24 horas – das delações dos executivos e funcionários da Odebrecht. Os advogados argumentam que para cada alegação não foi anexado nenhum indício ou prova que possa atestar a veracidade das acusações.

