Vacina contra a dengue só sai 'lá para 2018', diz ministro da Saúde
Vacina contra a dengue só sai 'lá para 2018', diz ministro da Saúde
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta quinta-feira (13) que o Brasil só deve ter uma vacina contra a dengue “lá para 2018”. De acordo com ministro, o sucesso da vacina ainda depende de avanços dos laboratórios que desenvolvem pesquisas na área – incluindo o Instituto Butantan, em São Paulo, e Fiocruz, no Rio de Janeiro.
O Butantã recebeu no último dia 6 aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para iniciar a fase 3 de estudo clínico da vacina nacional, que é desenvolvida em parceria com Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A fase 3 é a última antes de o produto ser submetido à avaliação das agências regulatórias.
A vacina do Butantan é a iniciativa brasileira contra dengue em fase mais avançada de desenvolvimento, mas há outras iniciativas em andamento no mundo. A pesquisa mais adiantada é a da farmacêutica Sanofi Pasteur. O laboratório já concluiu a fase 3 de pesquisa clínica e submeteu o produto à avaliação da Anvisa em março.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está envolvida em dois projetos de desenvolvimento de vacina. A farmacêutica japonesa Takeda também está na corrida pelo desenvolvimento de uma vacina contra dengue.
De acordo com ele, o programa ajuda a desafogar a rede pública de saúde. “O número de pessoas que não precisaram se internar chegou na ordem de 8%. Isso significa que mais de 110 mil pessoas deixaram de ser internadas no ano passado por conta do Mais Médicos”, disse.
A campanha vai até 31 de agosto. Depois de sábado, a vacina estará disponível nos centros de saúde de cada município. Durante a campanha, os pais devem levar as cadernetas de vacinação dos filhos.
"É muito importante que o papai e a mamãe, os responsáveis pelas crianças, compareçam ao posto de vacinação, porque os nossos agentes de saúde, nossos médicos, enfermeiros vão aproveitar para ver se há alguma vacina atrasada", disse o ministro.
A rede pública de saúde brasileira oferece as 14 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde para imunização da população. As últimas a serem acrescentadas ao calendário oficial foram as contra HPV, hepatite A e difteria e tétano para gestantes.
G1

